História do Husky Siberiano

Como não se apaixonar por essa raça que mais parecem lobos né? Esses lobinhos que a cada dia cativam mais fãs e crescem no cenário do entretenimento possui uma história peculiar e bastante heroica, veja abaixo tudo sobre a história dessa raça de cachorros magníficos.

O Husky Siberiano pertence ao grupo 5, designado aos cães Spitz e tipos primitivos. Esta raça é proveniente da Sibéria, Rússia, mais especificamente em Chukotka. Há mais de 2500 anos eles são criados por tribos indígenas e nômades da região, sendo seus principais criadores o povo conhecido como Chukchi onde os cães eram utilizados para caçar e companhia, principalmente de mulheres e crianças pois as temperaturas atingiam facilmente os 60 graus negativos na região, por serem cães de pelagem dupla auxiliavam na manutenção da temperatura das crianças. Por serem cães de porte médio, com baixo consumo energético e ao mesmo tempo possuírem bastante energia outras funções foram atribuídas como: puxavam cargas leves a velocidades moderadas em vastas extensões congeladas e para pastorear cervos.

Por possuírem uma camada dupla de pelos e alta energia eles eram bastante resistentes ao frio, assim como por serem cães de companhia, o husky siberiano é bastante sociável, tanto com outros animais, como com pessoas e crianças, vários estudos também revelam que esta raça de cachorros é a mais antiga do Mundo.

Com o tempo, o Husky foi levado ao Canadá, onde participava de corridas de trenó, mostrando agilidade e resistência, mesmo no clima frio. Porém foi com a corrida ao ouro no Alasca onde eram utilizados para puxar trenos que carregavam ouro extraído das minas, que as suas capacidades foram reconhecidas. Naquela época, os trenós puxados por cães consistiam na única rede de transportes existente e a competição entre equipes tornou-se frequente.

A introdução da raça nos EUA fica a dever-se a Leonard Seppala que consegue que, em 1930, fazer com que a raça seja reconhecida pelo Kennel Club americano. Oito anos depois, é fundado o primeiro clube da estirpe em território americano.

No entanto a raça só foi reconhecida em 1930 devido a um ato heroico em 1925, que durante o inverno, uma epidemia de difteria atingiu a cidade de Nome, no Alasca, colocando cerca de 10 mil habitantes em risco, principalmente as crianças. Diversas equipes de huskies percorreram quase 600 km para levar medicamentos aos moradores da região, sendo a última equipe liderada por Balto, o famoso cão que era metade lobo metade husky siberiano que liderou a viagem em condições totalmente impossíveis, esse fato levou a adição da sua estátua no Central Park (história mais detalhada na seção abaixo). As viagens, que levariam cerca de 25 dias, foram realizadas em menos de seis em condições insustentáveis. Desde então, a popularidade e a admiração pela raça só aumentaram.

Outro fato que tornou a raça popular foi a sua utilização na 2ª guerra mundial para busca e resgate.

Balto

Balto era um cachorro que era uma mistura de husky siberiano com lobo que nasceu em Nome, uma pequena cidade do Alasca,em 1923.

Em 1925, quando as temperaturas rondavam os -30ºC, a cidade de Nome foi atacada pela difteria, assim como relatado na história dos huskies acima, uma doença bacteriana muito grave que pode chegar a ser mortal e que afeta geralmente as crianças. O mais perto que conseguiram encontrar vacinas foi na cidade de Anchorage, a 856,17 quilômetros de distância. Porém estavam no meio de uma tempestade de inverno o que impossibilitava o uso das rotas, isto é, não era possível ir até lá por via aérea ou marítima.

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Com isso 20 habitantes da cidade de Nome se comprometeram a realizar um trajeto perigoso, para o qual utilizariam mais de 100 cachorros de trenó e Balto era um deles, Gunner Kaassen, o guia do esquadrão B onde Balto estava foi um dos que mais se destacou. Conseguiram transladar o material de Anchorage até Nenana, uma cidade mais próxima de Nome, a 778.74 quilômetros de distância.

Durante aquele trajeto para salvar vidas, todos os envolvidos suportaram condições sobre-humanas, isto é, temperaturas por volta dos -40ºC, fortes ventos, caminhos congelados e zonas montanhosas realmente complicadas. Mediante aquelas condições, muitos humanos e cachorros morreram enquanto tentavam salvar as crianças de Nome.

Foi Balto quem comandou a corrida, apesar da pouca fé que a maioria das pessoas tinha nele. Em apenas cinco dias e meio, o esquadrão B chegou a Nome com a vacina antidiftérica. Uns acreditam que pode ser sido pelo fato deste cachorro ser híbrido de lobo, uma vez que não era normal que um cachorro que nunca tinha sido guia antes conseguisse liderar todos os outros. Seja qual for a razão, a verdade é que Balto foi capaz de encontrar o caminho e em muito menos tempo do que o

Depois do feito, Balto foi vendido, tal como os outros cachorros, ao zoológico de Cleveland (Ohio), onde viveu até completar 14 anos. Morreu no dia 14 de março de 1933. O cachorro foi embalsamado e, atualmente, podemos encontrar o corpo dele no Museu de História Natural de Cleveland.

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A repercussão mediática da história de Balto foi tão grande, que ergueram uma estátua em Central Park, Nova Yorque, feira por Frederick Roth e dedicada exclusivamente a este herói de quatro patas, que salvou a vida de muitas crianças de Nome. Nela podemos ler:
"Dedicada ao espírito indômito dos cães da neve que conseguiram transportaram a antitoxina ao longo de quase mais de mil kilómetros de gelos ásperos, água traiçoeiras e tormentas de neve ártica em Nenana para levar alívio ao desolado povo de Nome durante o inverno de 1925. Resistência - Fidelidade - Inteligência"

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